terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Narração3

Capítulo III

- Hum, interessante.
Andressa comentava entre as palavras que o homem dizia.
- ... Então, estou precisando de alguém que opere a câmera para tirar algumas fotos de mim. Não sei se você sabe manusear ou posicionar, mas eu irei lhe informar tudo. Irei te guiar, não se preocupe.
-Hum... sim...
Johnny falava de um modo que parecia que ele já a contratara. Mas não é para menos, já fazia quatro meses que pregara anúncio para procurar por pessoas para essa função e, hoje, fora a primeira visita que recebeu para esse propósito. Então, não iria largá-la tão fácil.
- Então, basicamente isso. A respeito do pagamento, irei dar cem... É tudo que posso oferecer para fazer. Aceita?
Andressa já sabia a resposta que iria dar. Saíra de casa já com ela na cabeça, mas, mesmo assim, fingiu que refletia sobre a proposta. Não queria dar a impressão de estar desesperada pelo serviço.
-Hum... Bem... Parece bom. ceito sim.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Narração2

Capítulo II

- Prazer, Andressa.
Respondia, apertando a mão dele e deixando escapar um leve sorriso simpático. Ela pensava sempre que dando um sorriso, tornava-a mais sociável e mais receptiva.
Johnny encostara à porta e ficara observando-a por um momento. Refletiu e tirou a conclusão que a moça realmente veio em busca do serviço. O rapaz saiu do caminho, oferecendo entrada no apartamento.
Andressa entra falando um breve obrigado. A sala, onde estavam agora, havia um sofá de três lugares em tom bege bem claro, uma poltrona na cor marfim e uma mesinha de centro de vidro. No chão era de carpete preto. As paredes em salmão possuíam quadros sem moldura, enfeitando-as de maneira incomum, além de uma tv presa a uma das paredes. Outra coisa que chamava a atenção era um pequeno bar, em um canto da sala.
- Pode sentar onde quiser. Aceita um café?
Perguntava o homem já indo em direção a cozinha.
- Ah... Sim, obrigada.
Sentava-se no canto do sofá, apoiando a bolsa em seu colo. A mulher vestia uma calça preta justa, um all-star xadrez nas cores roxa e preta, uma blusa de seda roxa de manga comprida, além de uma boina verde escura.
Voltando com duas xícaras, Johnny, descalço, usava uma calça jeans e uma regata branca apenas. Entregou-a o café e sentou-se na poltrona.
-Bem...A assistência que eu preciso é, na verdade, fotográfica, sabe... Sou fotógrafo...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Narração1

Capítulo I

O homem acordara cedo essa manhã. Isso não acontecia com freqüência, para dizer a verdade, nunca acontecia. Por isso estranhara acordar e ver a manhã em seus olhos.
Levantou-se e bocejou. Voltou a deitar e ficou, uns dez minutos, de olhos fechados, deitado na cama. Abriu-os e olhou as horas, ainda oito e quinze.
- Estranho... Fui dormir as quatro.
Levantou-se novamente e caminhou até sua cozinha. Abrira uma lata de cerveja e terminou-a com dois goles. Ele não se importava muito com a alimentação. Não lhe era útil, assim pensava.
Sentou-se na poltrona da casa e ligou a tv, começando a assistir.
- Nossa... Só tem lixo de manhã...
Desligou a tv novamente e ficou... Apenas ficou... E ficou... Nada mais.
Então, de súbito, algo lhe trouxe a realidade. Um som irritante e insuportável. Um ding-dong.
Abriu a porta e surpreendeu-se. Uma linda mulher, cabelos castanhos e cacheados, olhos grandes como duas pérolas de cor negra e um corpo atrativo para qualquer pessoa. Era uma pessoa que faz com que você sinta-se bem só de estar perto dela.
- Uhm... Bem, eu li o anúncio... É aqui que precisa de assistente?
- É. Prazer... Johnny.
Diz estendendo a mão...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

monólogo 3 - fim

Monólogo III

Ela coloca a chave na porta. Vira a maçaneta e entra. Joga a chave na mesa. Acende a luz do abajur e senta-se ao sofá. Acende um cigarro. Dá uma tragada longa e demorada.
- Sabe... Vendo agora, acho que estou mesmo contente com isso. Não sei como falar...
Talvez, sei lá. Alívio. Isso, essa é a sensação. Parecia que eu estava acorrentada e jogada no mar... Sufocando.
Ah... Sim. Agora, vou fazer o que realmente quero. Ele, provavelmente, diria: "Tira essa roupa molhada, senão você irá se resfriar." E daí. Não me importo com isso. Não mais, agora! Quero é me sentar e apreciar a porra do meu cigarro.
Além do que. Que porre ele era. Olhando melhor... Ele era muito chato, puta que pariu! E não tinha lá um beijo muito gostoso. hahahahaha...
Porra, esse já é o quinto cigarro. Se continuar assim, vou ficar viciada de vez. Ah, foda-se. Só por hoje. Agora, finalmente, vou comemorar. O início. O verdadeiro motivo por eu fazer tudo o que fiz. O início.

Ela levanta-se, vai até a estante. Pega uma garrafa de vinho, uma taça e enche-a. Ergue-a no alto e proclama.
- A mim!!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

monólogo 2

Monólogo II


Ela pensava, refletia e meditava. Sempre andando, indo de volta para sua casa. No caminho, passava pela praça que havia passado a infância.
Senta-se no balanço, que brincava, e começa a dar leves balançadas, olhando para o chão.
Olhar vazio esse, seu foco não era o chão. Via longe, além do seu par de olhos parecidos com a negra noite que lhe cercava.
- Como... Como eu irei fazer isso...
Agora eu destruí tudo que tinha feito... Que imaginei que era tudo para mim e bom.
Tenho, melhor, necessito recomeçar...
Encontrar, finalmente, o amor que sempre sonhei ter e nunca o vivi.
Pois aqueles que vivi eram, na verdade, ilusões...
Claro, eram doces, mas, ainda assim, mentiras. Nada além disso, mentiras.

Levou as mãos ao rosto, cobrindo-o e sentiu as lágrimas tocarem-na. Chorava.
- Por quê? Por que estou chorando... Será que eu fiz a coisa errada?
Ou então...

Então, uma gota toca os seus cabelos. Depois outra, mais uma e até que ela percebeu a chuva.
Chuva caindo e a dúvida indo embora.
- Sim... Fiz sim. Agora percebi. Tenho que confiar em mim mesma. Sei que conseguirei o que quero. Não preciso mais dele. Só de mim.

Enxugou as lágrimas com as mãos e voltou a se molhar. Agora, só com chuva para lavar sua alma e começar tudo.
Agora, como sempre quis. Só para ela!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Monólogo...

Monólogo I

Depois que ela virou-se e andou em busca de algo que não sabia o que é, refletiu...
- Será que foi certo o que fiz? Foi o que eu realmente quis? Ai, ai, ai...
Acho que fiz besteira... Ele era muito legal...
Não!
É o que eu realmente quis, sim!!
Tudo que eu quis era libertar-me daquela ilusão.
Ilusão doce e, ao mesmo tempo, cruel. Que me afagava e açoitava. Beijava-me e cuspia-me.
Amava-me com a boca e não com o coração...
Sim. Quero encarar a realidade, quero discutir com quem amo, quero ficar com raiva do meu amor, dos meus amigos, da segunda-feira!!!
Quero que ele sinta ciúmes de mim, pois eu sinto dele!!!! Só quero...
Amar...
Um amor mais... Humano...
Mais...
E, depois, parar e dizer: "Nossa! Eu sou muito feliz."
Por quê?
Porque quero amar. Sou egoísta e quero amar...
Como um verdadeiro humano.

E continuou a pensar...

domingo, 26 de outubro de 2008

Meu...

A tal da amizade...

Quero passar uma mensagem para todos. Não que ela seja relevante, mas estava com uma louca necessidade de escrever. Outro dia andei pensado, é faço isso às vezes de forma despercebida de todos, e cheguei a certas conclusões sobre certo assunto.
Amizade. Isso mesmo. Acho que esperavam a palavra amor, até porque eu mesmo sinto que gosto de uma garota e ela não me dá uma atenção além da de amigos, ou parece que é dessa forma.
Entretanto não é disso que falo, é de uma sensação que estou vivendo agora que é, de certa forma, muito boa. Amizade... Parece algo que não viva há tempos.
Todos os que compartilham esse sentimento sabem do que falo. E, também, não preciso nem falar quem são as pessoas que mais respaldo com todo o meu carinho, as que lerem saberão quem são.
A todos os meus amigos quero ressaltar que podem contar comigo, mesmo!(sim, bem no estilo depoimento de orkut, mas é essa a verdade que preciso passar!)

Bem, na próxima, eu falarei de amor, talvez, tenho que ver se a tal garota me vê com outros olhos.
Até!