domingo, 28 de março de 2010


Bom, irei dar uma pausa na história.
Não lembro onde eu coloquei o restante que escrevi, deve estar perdida em folhas soltas na estante.
Mas como ninguém lê isso, acredito eu, não deve ter muita importância.

Ano novo, coisas novas.
Bom, minha vida vai de bom a melhor. As coisas andam certo profissionalmente, artísticamente e socialmente. É até estranho. Será que é normal as coisas andarem tão bem, em um período tão longo para uma única pessoa? Posso estar sendo pessimista demais quando digo isso, mas é o que penso, na verdade.

Bom, outra coisa é que eu estou em uma nova empreitada. Aprender o francês. Sempre tive o interesse de aprender essa língua. Agora, arranjei o tempo e a oportunidade para isso. Ah, claro, irá me ajudar muitos com alguns livrinhos e site em francês que estou pesquisando.

Falando em livros, por favor, gostaria que me indicassem algum para ler para distração. Já que estou lendo outros como forma de estudo e pesquisa.

Falando em estudo e pesquisa. Acho que começarei a postar aqui algumas opiniões a respeito da minha área de trabalho, artes plásticas em geral. Mas como forma de aprendizado e aprimoramento pessoal. Desde já aviso que não levem muito a sério tais opiniões, porque eu mesmo posso mudá-las ao longo da minha vida. Afinal, acho que a vida é um grande aprendizado.

Bom, por enquanto é só isso. Pretendo voltar essa semana para escrever mais aqui.

Até.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Capítulo IV


Dois dias depois, outra madrugada. O bar estava com aquele ambiente típico. O homem voltara, só que desta vez sozinho. Faz o mesmo caminho de antes e as mesmas coisas. Sentado em frente ao balcão e cigarros sobre ele.

- Não disse que voltava.
- É, voltou mesmo. - respondeu a garçonete - o que vai quer?
- Cerveja, é...?
- É?
- Seu nome.
- Ah, Vanessa.
- Prazer, Ash.

Vanessa logo trás a cerveja pedida e recebe um simples valeu e um convite para jogar conversa fora. Como o movimento de madrugada sempre é fraco, ela aceita. Mas claro que passou pela cabeça dela todos aqueles olhares de dois dias atrás, que a ajudara mais na escolha.

Conversa vai, conversa vem. Algumas tantas cervejas. Alguns gracejos dali, outros risinhos daqui e a cena já era da moça sentada ao lado dele no bar, bebendo e com ele só restavam três cigarros.

- Mas e aquela mulher que tava com você, sua namorada?
- Não, apenas uma amiga carente.
- Nossa, é tão atencioso com as amigas assim?
- Ha ha... E você nem sabe o quanto sou com as que estou interessadas. - E solta um sorriso de canto de boca.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Capítulo III

Nota: Se possível, ler ao som de "Let me put my love into you" do AC/DC.


A moça não esperava aquela reação e ficara surpresa. Já levara cantadas antes, mas não como naquela situação. Logo volta ao normal e vai receber o dinheiro dos caminhoneiros que partiam.

Os minutos vão passando, mais algumas cervejas e duas doses de martini. O casal divertir-se-ia trocando carícias e beijos. O homem até colocou um clássico rock'n'roll no Jukebox do bar para tornar o ambiente mais agradável para ele.

A garçonete apenas observava a cena e servia-os, mas sempre o rapaz trocava olhares mais demorados com a moça ou lançava-lhe alguns beijinhos ou sorrisos de canto de boca sem que a acompanhante notasse. A atendente já estava bastante sem graça com a situação, mas gostando um pouco de tudo que ele fazia.

Até que tudo termina e o casal sai depois de pagar, só que o rapaz volta.

- Esqueci os cigarros. - Fala, pegando-os em cima do balcão e continuava, só que com uma voz mais baixa e rouca. - Adorei o serviço. Voltarei mais.

E sai com um cigarro acesso na boca, baforando.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Capítulo II


Um metro e setenta e sete mais ou menos, cabelos curtos e negros e olhos da mesma cor. Calça jeans, camisa branca e uma jaqueta preta. Barba por fazer e um jeito de andar que passava superioridade para os outros. Junto dele acompanhava uma mulher de roupas vulgares, cabelos ruivos e atributos que lhe chamavam a atenção. Eufemismo para peitões e bundão.

Vão até o balcão. O rapaz puxa um maço de cigarros do bolso e coloca em cima, seguido de seu Zippo. Enquanto a mulher coloca a sua bolsinha do lado.

-Posso lhes atender?- Questiona a garçonete.
-Quero uma cerveja e você?- O rapaz fala para a mulher que o acompanhava e logo depois acendia um cigarro.
-Martini sem gelo.
-Certo, trago já.

A atendente vira-se para preparar o que lhe foi pedido e logo traz o combinado.

-Aqui, cerveja e martini.
-Valeu.

O rapaz solta um sorriso de canto de boca para a garçonete que somente ela viu e depois deu uma golada refrescante na cerveja.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


O bar

Capítulo I


Era madrugada, já metade dela. O movimento era fraco, mesmo para um bar de beira de estrada. Dois caminhoneiros bebendo café para suportar a longa viagem que ainda tinham pela frente. E aquele mesmo bêbado que, em todas as noites, terminava no bar, dormindo sobre a mesa do canto.

A garçonete olhava para toda a cena e só confirmava " É terça-feira, três e meia da manhã e aqui estou.". Saco, apenas pensou. Ela fazia o movimento mecânico de limpar o balcão, na pura falta do que fazer até ouvir um barulho que quebra a rotina e chama-lhe a atenção.

O ronco de um carro que se aproximava e parava. Um barulho alto e potente, típico de carros da época de 60 ou 70. Após um instante, a porta do bar se abre e uma pessoa entra.

É a segunda narração que tento escrever. Não sei como ela será e se irá agradar a alguém. Não importo. O que quero é agradar-me.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

narração final 2

Capítulo VII ou epílogo II


- De nada...

Johnny observava a garota indo embora, aquela olhada na bunda dela e batia a porta. Foi até a cozinha novamente, tomava outra xícara de café e pensava.

Bom, até que ela é bem atraente. Tem um papo maneiro e, além de tudo, é linda. Poderia muito bem passar umas cantadas nelas na próxima vez.

O rapaz já caminha e parava em frente da varanda. Olhava Andressa andando e continuava com o mesmo pensamento “Vou passar umas cantadas sim.”. E tudo acontece rapidamente. A freada, a falta de atenção, a pancada e o corpo inerte ao chão. Ele, de camarote, assistira tudo de mãos atadas e sem piscar. Ficara totalmente atônito.

Ele puxa o seu maço de cigarros do bolso, pega um e acende. Apóia as costas na parede e vai sentando bem devagar. Sussurrando.

- Foi mal, eu prometo que vou lhe encontrar novamente. Só que irei demorar mais... – Dá uma longa e demorada tragada.

narração final 1

Capítulo VI ou epílogo I

- Delicioso! Você sabe fazer um belo café, heim?

Andressa falava isso após dar a última golada na xícara. Johnny também acaba com o seu próprio café e levanta-se para recolher as xícaras.

- Bom, muito obrigada pelo café.

A jovem agradecia já em pé de frente para a porta e logo se vira apenas escutando um baixo de nada e o barulho da porta batendo atrás dela. Ela ia descendo as escadas e refletindo, apenas achando e trocando em miúdos, consigo mesma, tudo que estava sentido.

Ora essa, já se sentia atraída por ele e só se encontraram duas vezes. Está certo que ele é bastante atraente, tem um corpo que me atraem e a barba por fazer cria todo um charme, mas paixão? Não, deve ser só tesão. Isso, apenas isso.

Ela já tinha passado pela porta do prédio e atravessava a rua quando simplesmente todos os pensamentos param. Subitamente se encerram com uma grande pancada e seguindo de uma brusca freada. O corpo de Andressa cai ao chão sem vida e tingindo o asfalto de vermelho.