quinta-feira, 26 de julho de 2012


Olá!
Já faz mais ou menos um ano que não escrevo aqui... Tanta coisa já aconteceu nesse tempo. Passei por várias coisas. E hoje, quinta-feira, resolvi, não, senti necessidade de escrever aqui. Sobre o quê? Não sei ao certo, mas apenas escrever aqui. Admito que só venho aqui quando meu coração está tão pesado que não se agüenta mais no meu peito. Esse pesar pode tanto ser bom quanto ruim. Hoje ele está simplesmente confuso. Não sei ao certo o que é. Só sinto. Aperta. Fico com vontade de chorar, mas não sai nada. Sinto vontade de gargalhar, mas também não sai nada. Fico com raiva disso e tenho vontade de fazer outra coisa.
Vou jogar video-game, vou desenhar, pintar, malhar, ver fotos. Mas sei que no fundo só estou tentando me enganar. Não encaro o que sinto com naturalidade e sinceridade no qual deveria fazer. Quando reparo isso acabo vindo para cá. E voltamos para o início desse post. O porquê de cá estar.
Não consigo falar, as palavras escapam-me, mas não consigo parar de escrever. Mesmo sem saber falar, eu continuo a escrever. Vai chegar uma hora que apenas irei digitar palavras desconexas.
Mas no fim, sei que você estará aqui para me ouvir.
Sei que ninguém mais lê isso e que virou um desabafo solitário meu para desafogar a mente e o coração.


É ótimo falar sozinho.


Nota: Se você leu e me conhece, quando me encontrar pessoalmente fale: "eu acredito nisso" e saberei.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Amador hispânico.

Olá.
Sempre fui levado por uma enorme atração por todo essa "aura" hispânica que existe na cultura da América latina, descendente diretamente da espanha. O motivo de tal empatia ainda me é um tanto desconhecido. Apenas observando, escutando, vivendo acho-a incrível. Entretanto algo me diz que é a vivacidade, a força, a extrema dramaticidade, alegrias e tristezas exarcebadas, enfim todo esse "calor" e emoção que a cultura hispânica transmite que me cativa tanto.
Irei iniciar uma série de trabalhos tentando expressar toda essa maravilha viva presente na cultura, com uma ênfase, a priori, na música e dança e a partir daí, desdobrar as demais caracteristicas tão ricas e diversas presente.



Até mais.

domingo, 18 de setembro de 2011

Da pintura, do desenho e eu.

Eu não sei o que fazer. Preciso achar um modo de algo que não sei nomear. Cada vez que eu toco no pincel, não tenho controle no que faço, e tudo que se passa para a tela ou a madeira, me causa aflição, agústia, dor. Eu olho e nada me agrada, apenas um monte de lixo sem alguma explicação ou beleza.
Mas, ainda assim, sinto a necessidade de empunhar o pincel, erguer a paleta e batalhar.
Mas a angústia fica. O único prazer que eu sinto é no momento em que eu pego o caderno, o lápis, o nankim e começo a desenhar. O traço fluí ao meu bem prazer, ele mostra alegria, alívio, desprendimento. Enfim, estou com a absurda vontade de desenhar, sempre e sempre.
E é isso que irei fazer, desenhar....



Ps: Eu faço tudo o que eu faço, porque te amo.

sábado, 9 de abril de 2011

Sem palavras.

Olá.
Hoje não faço idéia de como começar a escrever. Sério mesmo.
É tanta coisa sentindo e pouco que consigo descrever.
Queria lhe abraçar agora.
Queria lhe beijar agora.
Queria estar com você agora.
Tudo que você me fala fica guardado para sempre dentro de mim.
Cara, essa é o pior texto que já escrevi. Eu não consigo falar nada. É impossível.
Eu te amo tanto, mas tanto que não consigo raciocinar direito.
Ah, não tenha medo. Eu estarei sempre com você. Sempre lhe abraçando com carinho. Durante toda a semana e pedindo para que sábado venha devagar.

---------------------------------

"E eu vou olhar para você.
E parar, perder-me dentro dos seus olhos.
Continuarei sorrindo, bebendo da sua beleza.
E você irá falar como sempre:
O que foi, o que você tá pensando."

----------------------------------



Ainda tem um horizonte inteiro pela frente.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O reino da alegria.

Olá.
Faz um tempo que não escrevo nada aqui. Tive um mês muito ocupado e só hoje tive tempo e vontade para escrever aqui. Mas digo aqui, foi um mês muito intenso. E essa última semana foi pura feliciadade e alegria.
Ela me fez esquecer coisas que já faziam meu coração pesar há quase dois anos. Todas as angústia que residiam no meu coração, começaram a se apagar e isso está sendo ótimo. Para alguns que possam ler isso um dia, pode parecer muito cedo ou afobado da minha parte, eu sei. Mas são tantas coisas parecidas, tantas coincidências, tantas coisas bobas entre a gente. Eu seria muito burro se não agarrasse essa oportunidade na minha vida.
Esse seu jeito. Essa curiosidade sua. Sempre que eu sorriu já pergunta. "Tá pensando o quê?" Essa vontade de querer saber o que passa dentro da minha cabeça. Acho que todo mundo gosta de saber que é amado, desejado por alguém. Pois é gosto demais de saber disso. Ainda mais quando é recíproco. Ser amado e amar, essa é a minha sina. Sina até no nome. Amador, aquele que ama.
Será que posso dizer que foi a primeira vista? Quem vê de fora pensa que sim. Mas quando começamos a nos falar parecia que já nos conhecíamos há anos. Então, foi e não foi, ao mesmo tempo, a primeira vista. Pela primeira vez, amar não está sendo uma tarefa tão difícil assim.

-------------------------
Nós sentados na areia.
Você reclamando da noite fria
E pedindo um abraço.
Eu apontando para os cantos da praia
E mostrando a névoa.
Um olhar.
Vários beijos.
E a hora nem importa mais.
Só o monento ali.
Um sorri para o outro.
Os dois com receio de ser cedo demais,
Por isso só sorrisos.
Mas no fundo, cada um sabe o que passa na mente do outro.
Te amo.

---------------------------



Não irei esquecer aquela madrugada em ipanema.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Coisas que você escreve em guardanapos de mesa de bar.

Olá.
Espero que as poucas pessoas que lêem isso estejam bem e felizes.
Bom, em uma quarta-feira de janeiro, fui a um barzinho comemorar a despedida de uma amiga minha que iria viajar para a irlanda. Uma coisa curiosa é que, no meu grupo de amizade, quando tem uma caneta rolando e umas boas doses de cerveja já foram, as pessoas começam a escrever e soltar ótimas pérolas. Assim:
"Amador;
Não resisto ao seu cheiro,
Ao seu sabor,
amador
Me ame com calor
Eu sou sua flor,
Suador, é puro amor.
Amador, me tenta sem pudor.
Ps: partiu luau?"

"Amador,
Quando doces delírios pelos teus domínios predominam a largos passos touro brabo enxofre.
Calueba, calueba,
Canta porra alto, porra canta porra.
Tu tá bêbado."

"Oi, flor.
Eu amo você nessa mesa de bar!
Espero que você consiga ficar com a "fulana de tal" hoje!
Beijos, gabi."


Tudo isso sem contar os desenhos que fazemos. Mas um em especial foi o que mais me chamou a atenção. Infelizmente estou sem scanner e não dá para colocá-lo aqui ainda, mas irei colocar.
Ele é mais ou menos assim. São duas palmeiras e tem uma corda entre elas. Em cima da corda tem um menino e uma menina de braços abertos indo se beijar. Meu amigo que fez o desenho virou para mim e falou:
"Amador. Quando for falar aquelas coisas de amor no seu blog, coloca esse desenho, cara! É o amor em uma corda bamba."

Eu achei simplesmente genial para mim! Normalmente, é sempre isso que parece mesmo, quando visto de fora os sentimentos que exponho ou que costumava expor aqui. Tudo meio que em uma corda bamba.

E eu acho que todo mundo tem seu amor em uma corda bamba também. Sempre querendo ao máximo equilibrá-lo para não deixá-lo ser estraçalhado no chão.

-------------------

E nada mais pode ser entendido.
Porque isso não precisa de entendimento.
Sinta. Apenas isso.
Ele não quer que você o entenda.
Ele quer que você o sinta.
E quando sentir, você se dará conta.
Nossa, eu amo amar.

----------------------


Um uísque duplo sem gelo, por favor.
E você o que vai querer?
Só um blood mary...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu não sei se consigo pensar nisso.

Oi.
Eu tenho uma certa dúvida sobre como começar esse post.
Sabe por quê? É que a princípio eu queria abordar o assunto suicídio. Devido a uma frase que eu ouvi assitindo o filme "The Fall". Eu acoselho muito a assistí-lo porque ele é fantástico. A frase é o seguinte. "Hindu, o que é suicídio?" Falada por umas menina de uns 7 anos, acho. Ia escrever isso hoje, só que uma coisa me passou pela cabeça de ontem para hoje.

Como pode uma pessoa falar coisas totalmente desnecessárias? Eu sempre pensei que o bom senso fizesse parte naturalmente das pessoas, só que isso não acontece. Eu já ouvi tanta coisa de tanta gente que eu cheguei para mim mesmo hoje, quando acordei e falei "Caralho, eu tô confuso, não sei mais o que é certo ou errado." É tanta coisa dita, tanta coisa não dita. Eu estou confuso. E o pior, não sei quando essa porra começou. Apenas acordei um dia e lá estava na minha cara.
Que porra é essa?!
O pior de tudo é que eu sinto mais pena das pessoas que não deixam que isso tenha um ponto final. Para quê continuar falando disso? Já não deu o que tinha que dar? O outro não calou a boca já, nem mais fala de você ou com você?
Só leva você a pensar: "É parece que não tem mais do que falar..." Fico triste e sinto pena. Podia tá fazendo tanta coisa melhor para si. Não sei se consigo pensar nisso como outros consegue. Sabe, acho que sou meio burro nesse sentido.
E no final, o que sobra? Mágoas, apenas isso.

Só tenho a dizer uma coisa que ouvi e agora tenho mais do que a certeza que é verdade. Lealdade é uma coisa que não existe mais.
A lealdade morreu há tempos.
Só espero que mais nada morra.

---------------------

Eu queria apenas sorrir.
Virar para você e falar que confio.
Virar para a outra e dizer o quanto a amo.
E a terceira, sentada no canto, chamar,
Para se sentar e rir conosco.
Divertidamente.
Mas não é fácil isso acontecer,
Porque somos humanos
E com isso, burros demais.
Teimosia, egoísmo, orgulho, idiotice.
Eu queria que a vida fosse mais simples.
Sim, igual ao bucolhismo.
Só olhando pela janela e sentindo a brisa.

-----------------------


Fale-me o que você consegue ver acima?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Não sei que título dar a isso.

Oi.
Eu quero falar sobre algo para você pensar hoje. Se você não estiver a fim disso, nem começa a ler. Está avisado.
Não sei o porquê, mas hoje eu tive uma enorme vontade de falar sobre a morte.
Morte é quando a sua vida deixa de existir? Também. Existem vários tipos de morte, até chegar a absoluta, quando você deixa de agir. Morte de um sentimento, de uma fase da sua vida, de uma experiência. Enfim, morte é o fim. Sim e não. Por exemplo, minha avó materna morreu, só que eu ainda me lembro dela e meus familiares também, seus amigos. Então ela ainda existe um pouco dentro de mim. Se pensarmos dessa forma, sabemos como nos tornarmos imortais. Quando vivemos para sempre em outras pessoas. Bom, é uma das coisas que penso.
Bom, outra coisa é como lidamos com a morte. Eu nunca lidei diretamente com a morte, pois nenhuma pessoa que goste muito ou era muito próxima de mim morreu. Mas acho como as pessoas se comportam perante ela, uma coisa muito peculiar. Existia uma série da HBO chamada "Six Feet Under" que mostra um pouco sobre a morte e como as pessoas lidam com ela e suas próprias vidas. Vale a pena baixá-la e vê-la.
Eu não sei por que falei sobre isso, apenas eu senti que precisava. Senti que a morte estava ao meu lado e queria falar.
Tenho mais o que falar, mas deixo para depois.

-----------------------------------------------

"Ah, o que posso dizer
Que isso pode me levantar?
Não, é mentira isso.
Sei onde estou.
O que posso sentir.
E sei muito bem que vai acontecer no final.
Ela vai bater a porta.
Entrará toda vestida de cinza.
Vai sentar no sofá e me pedir um café.
Vou servir e sentar ao lado dela,
Enquanto ela termina diz para mim.
Já está na hora de ir.
Eu falo aflito para ela.
Já? Tem que ser agora? Não pode esperar mais um dia?
Não.
Nos levantamos e dou a mão a ela.
Ela vira um sorriso para mim e fala.
Não se preocupe. O outro lado da rua é muito parecido com esse."


--------------------------------------------


Pode tirar uma foto. Mas você vai ter que deixá-los.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011

É 2011, você começou ótimo pra caralho, heim?
Sinceramente, eu não sei qual é a sua. Aconteceu muita coisa, algumas legais, outras nem tanto.
Legal que eu falei tudo que tinha que falar para você. Quero ver agora a sua resposta, porque você me deixou sem, falou que não dava para responder. Resposta não, o motivo. Isso que anseio em saber.
Bom, além disso, você, 2011, chegou dando soco no estômago, heim?
Poderia ter sido mais suave, não acha.

----------------------------------------

Mudando de assunto totalmente, eu vou confessar uma coisa minha que acho estranha. Bom, já disse que tenho o costume de falar sozinho, em pensamentos, ou em voz alta mesmo, quando estou bêbado. Só que o que eu acho estranho é que quando eu faço isso eu sempre me personifico como um outro eu, saca? Como se eu criasse um segundo para falar.
Acho isso muito estranho, mas faço isso.
Ah, e sempre começo meus diálogos comigo mesmo com "E aí, Antonio." Ou "É, Amador,..."

---------------------------------------

No mais, eu só queria te dizer mais uma vez hoje que eu te amo muito, você é linda, mesmo. Você não sabe o quanto te amo.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mentiras e outras casualidades.

É, se você estiver lendo isso, e logo depois ler o post abaixo, vai achar algo estranho. Sim, eu não consegui encerrar isso. Então, sou um belo de um mentiroso. Eu simplesmente não agüentei ficar sem escrever aqui. Acho que meu ser precisa de essa forma de expressão, devo usar como um válvula de escape. Bom, eu já falo comigo mesmo como uma maneira de fazer isso, mas acho que necessito publicar aqui para que meu eu saiba que, talvez, alguém leia isso e entenda o que quero dizer.

Além disso, há mais razões para eu continuar aqui. Irei dizê-las todas com o tempo, mas resumidamente é que tudo dentro de mim está indo de 0 a 100 em 3 segundos. Deixe-me explicar melhor.
Estou flutuando em várias emoções ao mesmo tempo e sem nenhum tipo de apoio. Eu não sei como estou lidando com isso, mas estou de algum modo. Uma delas é a enorme necessidade que estou sentindo de ter liberdade. Não no sentido de não ter compromisso com ninguém, até porque isso não é liberdade. A liberdade que eu quero falar é aquela no qual eu faço o que bem entender e lido com as consequências disso. Não estou mais suportando mais o ambiente onde vivo, quero sair daqui ter um espaço só para mim. QUERO VIVER A MINHA VIDA! Saber que eu errei e aprender com isso, ou não, saber que estava certo e devia sim ter feito o que fiz.
Quero ir para o meu lugar. E vou fazer isso. Sei que vou. Confio nisso.

Depois eu falo das outras coisas.

--------------------

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O fim.

Estou me forçando a acabar com isso.
às vezes, uma pessoa cai em um abismo, só que ela não percebe isso.
Apenas cai. Cai. Se afunda. E quando você percebe está quase no fundo.
Derrotado, arrasado, triste.
E reuni as últimas forças para escalar tudo de volta à luz.
Prazer, sou eu.

Quero colocar um fim nisso.
Esse amor está me fazendo muito mal.
O amor faz mal, acho.

E esse é o fim disso.

Até algum dia, quando eu quiser voltar para o abismo.

sábado, 23 de outubro de 2010

" - Eu queria que você soubesse o quanto eu gosto de você.
- Pára, já tivemos esse assunto antes.
- Sim, eu sei... Mas isso não quer dizer que eu não vá continuar tentando..."


É exatamente isso.
Não sei quando eu perdi o controle de mim mesmo.
Há mais ou menos um ano e meio atrás, eu sabia extamante como lidar com os meus sentimentos.
É algo sufocante. Antes eu sabia como controlar certas coisas que passavam em minha cabeça e agir normalmente nas situações. Agora, não. Aconteceu na deliciosa e maldita hora que eu a vislumbrei. Confusão, alegria, tristeza, certeza, dúvida. E quando eu olho a janela e vejo a pixachão do prédio em frente, parece que ela me entende. "EP - Emoção profunda"
Exatamente. Profunda demais. E eu não sei mais o que falar.
Faltam-me palavras para expressar.
E eu acabo repetindo tudo que já foi dito.
E isso me cansa.
E só me resta repitir.
Eu te amo.

" Leve-me para onde quiser.
Até onde eu possa lhe abraçar.
Onde eu possa lhe beijar.
Eu possa lhe sentir.
Possa lhe descobrir
Lhe afagar.
Amar.
E onde quer que isso seja,
Eu quero estar lá.
E você ao meu lado.
Para que eu abra seus olhos.
E você lave o meu coração. "

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Lembranças.

Eu estava relendo umas coisas antigas minhas.
Que eu escrevi há uns dois anos atrás.

Só digo uma coisa. A cada vez que escrevo algo, só pioro.

-----------------------------------



Diálogo I

- Ei, você me ama?
- Como?
- Perguntei se você me ama.
- Claro que amo.
- Por quê?
- Ué, porque sim.
- Ah, isso não é uma resposta.
- Bem... Porque eu gosto de você.
- Só por isso?
- Ah, o que é isso tudo agora?
- É que eu estava pensando...
- Em quê?
- No amor...
- Mas eu te amo, amor.
- Eu sei, não pensei o contrário, só pensei em como é amar.
- Como assim?
- Não sei... É que eu queria saber de que forma começamos a amar.
- Bem... Não sei como explicar, só sei que é algo que sinto...
- Sério mesmo?
- Sim.
- E o quanto isso dura?
- Isso eu já não sei responder, só posso te falar para aproveitar...
- ah, acho que isso basta...

As duas dão as mãos e continuam a caminhar.


Diálogo II

- Tudo bem?
- Tudo...
- Sabe, eu sempre quis te perguntar uma coisa...
- Pergunte.
- Você não é muito religioso, sabe...
- E...?
- Você tem uma religião?
- Não.
- Não?
- É.
- Você não acredita em deus?
- É. não.
- ...
- O que foi?
- Você é feliz assim?
- Claro que sou. Minha felicidade não depende de eu acreditar ou não em deus.
- Nossa...
- Oi?
- Eu sinto inveja de você.
- Hã?
- É eu não sou feliz, mesmo acreditando em deus.
- Claro que é.
- Não sou!
- Claro que é. Seu deus já te entregou a felicidade e você ainda não enxergou.

Então, ele deu um doce beijo na bochecha dela.
Um simples colírio.


Diálogo III

- Nossa...
- O que foi?
- Está um calor hoje!!
- É, está sim...
- Por que você é assim?
- Hã? Como assim?
- É... desse jeito!!
- Que jeito?
- O seu. Quase sempre concordando com tudo.
- Mas está muito quente mesmo...
- Não é só sobre isso, nunca discutimos por nada!
- E isso não é bom?
- No começo sim, mas está insuportável!!! Nem parece que a gente existe!
- Como não existe?
- É, é tudo perfeito demais. Quer saber, melhor acabar tudo, não agüento mais!
- Peraí como assim??? Ficou doida??
- Doida não sei, só quero algo mais real, mais humano

E ela se vira e vai andando em busca de algo que não sabe o que é...

sábado, 16 de outubro de 2010



Meu querido diário, eu sou um idiota.
É um ótimo começo esse.
Idiota por quê? Bem, é que em alguns momentos da minha vida eu acho que penso demais.
Penso nas possibilidades, nas suas causas e efeitos e em qual seria a melhor. Penso tanto que quando eu vejo, pronto. Passou a aportunidade. E fico lá, sentado, deitado ou em pé. igual a um idiota.
Tento me entender e descobrir porque faço isso. Acho que é por medo de me ferir, sabe.
Aquele medo de ralar os joelhos ou quebrar um braço.Então, acho que é basicamente isso.
Medo.
Medo do que pode ser dito, feito, falado.

Por isso a frase da foto.
Quero parar de pensar muito e amar mais.

domingo, 26 de setembro de 2010

Ontem eu sonhei com o sul.
E o meu aniversário.
E acordei com um sorriso no rosto.
Olhei pela janela e o vento passou.
espero que são paulo eu possa reencontrar.
Aquilo que perdi em aracaju.

domingo, 19 de setembro de 2010

Livremente pelo mundo.
Um breve sorriso e um bom-dia sai da boca.
Levanta seus pés, apoiados na mesa.
Quer sentir a sensação de liberdade.
De não estar preso ao chão.
Joga a cabeça para trás.
Imensidão cinza no seu olhar.
Vento gélido no seu rosto.
Dor. Aquele tempo doía.
Mãos tocavam seus ombros.
Uma doce voz sussurava atrás dele.
"Advinha quem é..."

sábado, 18 de setembro de 2010

Hoje eu acordei e tive a vontade de ter você ao meu lado.
Apertar a sua mão com força.
Beijar a sua testa bem devagar.
E depois dar um abraço apertado e ficar.
O frio só aumenta a vontade de fazer isso.
Deixo-a na cama quente.
E só volto para lá com um café bem quente para ambos.
Ela sorri para mim, agradecida.
O tempo passa lentamente.
Olho os meus croquis grudados na parede,
E ela atrae novemente minha atenção com um leve beijo no rosto.
Sorriso. Olhar. Surpresa. Amor.
Que meus dias possam ser esses que eu consigo imaginar.

sábado, 11 de setembro de 2010

Não sei quando eu vou continuar essa história.
Como faço isso de um diário virtual público, não sei nem se irei continuar.

E quero falar de outras coisas.
Acho que somos nossos próprios algozes.
Bom, pelo menos, de minha parte, sou meu próprio algoz.
Sofrimento, dor, alegria, prazer. Tudo isso é realizado por mim.
Exceto o amor.
Esse é só para a outra. Só para ela.
E sim, jogaria tudo fora por ela.
E não é só uma promessa mentirosa que sai da boca para fora.
Por que não é?
Simplesmente porque essa vem acompanhada das minhas águas salgadas.
Água essa que nunca mostrei para ninguém. Ninguém.
No dia que isso acontecer, Eu serei todo seu e você minha. E nós de nós mesmo.
Só você querer... e a resposta...



Mas, puta que pariu, EU ADORO O SEU CHEIRO!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Capítulo Dois.

Cinco de março, nesse dia começou tudo para Lucas. Sabe quando você sente uma pequena chama começando a queimar dentro de si? Sorrateiramente, você não a percebe surgindo, apenas surge. Você não sabe o porquê daquilo. Não sabe como também. E novamente se surpreende com a existência dela. Entretanto, para Lucas, isso começou com um olhar dele para ela.

Noite. Pessoas divertindo-se. Algumas se arrumando para sair, outras já nas ruas. Algumas tomando o primeiro gole, outras já no décimo e aquelas que não bebem. Noite.

Rio de janeiro e é noite. Sim, essa é uma cidade maravilhosa e Lucas sabia muito bem disso. Não porque é carioca e orgulhoso da própria cidade. Ela é maravilhosa simplesmente por ser. E nada mais. E sua noite especial como nenhuma das outras. Ainda mais nos finais de semana.

Até aquele momento seria uma noite igual às outras que ele já passou. Alegrando-se, bebendo, conversando, falando meia dúzia de elogios no pé de alguma garota. Seria uma noite igual às outras. Mas não foi. Ele olhou. Simples. O olhar é o mecanismo mais versátil para passar sentimentos. Com ele você pode mostrar pena, raiva, desprezo, felicidade, desejo, cansaço, enfim um olhar pode dizer tudo para uma pessoa. Lucas olhou uma única vez.

Já tinha saciado seus lábios nos de duas mulheres. Também estava saciando com a bebida, só empurrava os últimos goles para terminar o copo. Quando o copo terminou, ele pode ver com clareza. Aquele cabelo castanho, agora mais escuro pela noite. O sorriso bobo no rosto. O jeito que andava, a maneira de agir. Só encontrou uma palavra para descrever tudo isso. Leveza. Era o que a garota passava. Ele precisava sentir essa leveza, seu corpo e sua alma ansiavam por aquilo. E foi.

Levado pelo clima, cantaram, dançaram, riram. Ele, ela e todos que estavam presente. Mas, na mente dele, era apenas ela e ele. Lucas mexia com ela, chegava a ser implicante, chato e inconveniente. Não percebi isso, estava cego pela leveza dela e por umas doses de vodka. Confessou ao ouvido dela o que sentia, afagou os cabelos que tanto chamaram a atenção, descobriram seu nome. Beatriz. Deu carinho, roubou carícias, ofereceu-se naquele momento. Beatriz pelo contrário estava achando aquilo tudo chato demais. Que besteiras esse moleque estava dizendo para ela. Óbvio que nada daquilo é verdade, ninguém pode sentir isso com um olhar, ele não pensa que ela será mais uma que cairá nessas palavrinhas idiotas, pensa?

Tudo ia acabando, o local ia esvaziando e decisões de ir embora sendo tomadas. Ao ir embora ele torna-se mais objetivo, mais convicto do que quer. “Ah, Lucas, não vai ser assim...” Beatriz poderia ter sido mais rude, porque ele a importunou por muito tempo, poderia ter deixá-lo no chão e ter acabado com toda a palhaçada ali mesmo. Ah, ele só está muito bêbado, não sabe o que está dizendo. Pensou dessa maneira. “Tudo bem, eu entendo.” E Lucas deu um beijo na testa dela. E a viu indo embora.

Voltando para casa, Lucas ia pensando em tudo que acontecera, coisas engraçadas, ria consigo mesmo e outras besteiras que aconteceu. Até refletiu que apenas desejou beatriz por aquele momento, provavelmente por isso. Chegou em casa, comeu apenas um pão e foi deitar pensando na ressaca que teria no dia seguinte. Mas só adormeceu imaginando o cheiro do perfume de beatriz e imaginando o lençol que abrava fosse ela.

Estava certo, a ressaca veio pela manhã no momento que acordou. Acordou, mas continuou de olhos fechados. Estava errado sobre ontem. Não fora apenas coisa do momento. A primeira imagem que veio a sua cabeça foi aquele sorriso bobo, aqueles cabelos castanhos e, a partir dessa imagem, a leveza entrou novamente em seu corpo. Sentiu-se absurdamente feliz. Abriu os olhos e sorriu.

“Puta que pariu! Acho que vou sofrer de amor.”


-------------------------

sábado, 14 de agosto de 2010

Capítulo um

- Preciso lhe falar uma coisa. Não queria ter que falar isso para você, mas...
Ele passava suas mãos duras pelos cabelos dela devagar, em um afago carinhoso. descia pelo rosto e parava em suas bochechas rosadas, às vezes pelo frio, outra vezes pela bebida. Olhava nos fundos dos seus olhos. Aqueles olhos negros, que absorvia o absorvia por completo, o tragava para a escuridão e ao mesmo tempo mostrava um brilho de vida dele. Dois buracos negros na face. E a olha fixamente. Seu rosto mostrava um receio para começar a falar com ela. Sorria aquele sorriso de tristeza. Aquele sorriso de culpa e dor. Simplesmente um sorriso que tenta enganar quem o vê, mas nunca consegue.
- Eu estou querendo dizer que estou cansado, exausto, que não agüento mais...
- Tá, mas de quê?
- Das coisas que eu sinto... Do que realmente significa você para mim...
- Ah, lucas... já falei sobre isso...
- Sim, mas é diferente agora, beatriz. Percebi que não adianta me desgastar por uma coisa que não irei consegui.
- É o que você acha?
-Bom, é o que parece, não é?
Lucas faz um grande pausa depois que fala. Uma pausa para adimirá-la. Seu vesitdo azul escuro como o céu em uma noite nublada cabia no corpo dela de uma maneira suave, dançando praticamente a cada movimento que ela fazia. Os cabelos castanhos ganhavam mais vida na luz do sol, tornando-se quase da cor do mel. Lisos, iam até a metade das costas. Andavam levemente bagunçados, aquele bagunçado proposital que deixa mais encantador ainda.
Mais silêncio. Esse silêncio trágico e pertubador. Igual ao silêncio que acontece antes de algum grande desastre. E o desastre veio.
- É... parece sim.
- Bom...
O jovem beija a testa de beatriz devagar e cálida.
- Isso se encerrar como começou...
Ele se vira com rapidez e começa a andar. Enquanto a menina fica ali, olhando as costas dele ficando mais pequenas. Acaba soltando um sussuro.
-Ai, seu louco... Nunca começou, só para você que sim...

-------
Esse é meu cima!